Amanhã
O dia despertou em mim, lento e morno, ao primeiro preguiçoso bocejar
Chilreia ansioso este dia, nos bicos pardalentos da árvore do canteiro.
Existe um começo de mundo em cada nascer do sol
- revigoradas energias, a oportunidade de recomeçar
mas é só mais um dia que percorremos, sem o tornar nosso,
na pressa de viver o amanhã.
Porque não degustar esta garfada saborosa,
de dias temperados e complexos?
A ânsia do que não vem atropela essa mistura na nossa boca
não sabe bem nem mal, sabe a encolher de ombros.
Hoje é sensaborão, o amanhã promete requintados sabores
e nisto é noite.
- O canteiro cantou o dia,
a noite traz o silêncio.
O amanhã é adiado mais um dia.
Chilreia ansioso este dia, nos bicos pardalentos da árvore do canteiro.
Existe um começo de mundo em cada nascer do sol
- revigoradas energias, a oportunidade de recomeçar
mas é só mais um dia que percorremos, sem o tornar nosso,
na pressa de viver o amanhã.
Porque não degustar esta garfada saborosa,
de dias temperados e complexos?
A ânsia do que não vem atropela essa mistura na nossa boca
não sabe bem nem mal, sabe a encolher de ombros.
Hoje é sensaborão, o amanhã promete requintados sabores
e nisto é noite.
- O canteiro cantou o dia,
a noite traz o silêncio.
O amanhã é adiado mais um dia.
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