Ser sem ti



O amor que me deste,

E que me protegia,

permitiu-me um raro brilho no olhar

um entusiasmo livre em tudo o que colhia

- um prolongamento de infância em época indevida

Suponho que acreditava que esse brilho fosse meu

Que essa infância fosse minha

Mas eras tu quem me levava, pela mão, por campos de sorrisos

E hoje ser eu, sem ti, é mais frio e húmido

Mais de esgares e cepticismo, menos de entrega e braços abertos

Se agora é hora de partir dessa alma de criança, sei que fui mais feliz do que devia,

Mais leve do que podia

Mais do que hoje sei ser.

Comentários

  1. Cresces, mais do que já eu consigo…
    aos velhos é-lhes poupado perder a inocência.
    Apesar de feito por amor, foi pecado,
    achar que podia roubar-te a dor da existência.

    Cavalga esses novos mares,
    Saboreia o néctar do seu sal,
    Que o êxtase da independência te revele o fundo das coisas
    E que desabroche o teu verdadeiro potencial

    Não deixes que o gelo te petrifique,
    Ou que o calor te adormeça,
    Tu és da raça dos poetas
    O vento acompanhar-te-á quando ninguém mais o conseguir

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