Ser sem ti
O amor que me deste,
permitiu-me um raro brilho no olhar
um entusiasmo livre em tudo o que colhia
- um prolongamento de infância em época indevida
Suponho que acreditava que esse brilho fosse meu
Que essa infância fosse minha
Mas eras tu quem me levava, pela mão, por campos de sorrisos
E hoje ser eu, sem ti, é mais frio e húmido
Mais de esgares e cepticismo, menos de entrega e braços
abertos
Se agora é hora de partir dessa alma de criança, sei que fui
mais feliz do que devia,
Mais leve do que podia
Mais do que hoje sei ser.
Cresces, mais do que já eu consigo…
ResponderEliminaraos velhos é-lhes poupado perder a inocência.
Apesar de feito por amor, foi pecado,
achar que podia roubar-te a dor da existência.
Cavalga esses novos mares,
Saboreia o néctar do seu sal,
Que o êxtase da independência te revele o fundo das coisas
E que desabroche o teu verdadeiro potencial
Não deixes que o gelo te petrifique,
Ou que o calor te adormeça,
Tu és da raça dos poetas
O vento acompanhar-te-á quando ninguém mais o conseguir