Até sempre



O comboio chega à minha estação, e é hora de sair.

- nesta carruagem efémera, onde ainda há pouco entrei, fotografei tudo o que vi.

Hesitante, degrau a degrau, vou-me desapegando de tudo o que já era , também, um pouco "meu". Sei que a viagem para vós continua, e eu, sorrindo triste, aceno um "até depois"
sem encontro marcado.

Com os olhos molhados, cansados de despedida, vou compreendendo que, afinal, é disto que é tecida a Vida. 
Uma estação onde embarcamos para chegar a novos sítios, desconhecidos e necessários, em que cada comboio nos vai colhendo, transportando de um fim para outro início, sem que haja tempo para criar raízes. 
Desde o momento em que nascemos até que morremos, "viver é preciso". 
Aos trambolhões, com violência, entre gentes e locais, num estado paradoxal de constante "despermanência".

Aí vem outro comboio, vou correr para o apanhar
Obrigada a todos por esta viagem inesquecível,
Até sempre.

Comentários

  1. Já disse o que penso sobre a tua escrita.... Mas nunca é demasiado elogiar! Está fantástico.
    Beijinho e até a próxima estação ;)

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  2. Não te sabia poetisa! Muito bom! Continua! E até uma próxima, que seja em breve! Tudo de bom! Boas viagens

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