Amarras
Abri um espaço fundo na areia e nele entrei. Como se fosse parte da areia, me deixei ficar, acreditando que teria capacidade de me erguer quando me fosse conveniente.
Qual ser sujeito a gravidade, o peito pesava-me de encontro ao centro da terra, e o movimento do mundo latejava dentro da minha cabeça. Desconhecido. Pouco de lar e muito de cabeça para baixo. Pouco eu ou muito eu?
Os grãos de areia e a minha pele fundiram-se num esbatido sem limite e aos poucos consumida, assustada com a incerteza, lutando e querendo ficar, permiti que o mundo me colhesse e me tomasse, me revolvesse e afastasse, e fiquei.
Erguer agora. Tempo de soltar o que me prendeu.
Qual ser sujeito a gravidade, o peito pesava-me de encontro ao centro da terra, e o movimento do mundo latejava dentro da minha cabeça. Desconhecido. Pouco de lar e muito de cabeça para baixo. Pouco eu ou muito eu?
Os grãos de areia e a minha pele fundiram-se num esbatido sem limite e aos poucos consumida, assustada com a incerteza, lutando e querendo ficar, permiti que o mundo me colhesse e me tomasse, me revolvesse e afastasse, e fiquei.
Erguer agora. Tempo de soltar o que me prendeu.
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