Teatro

Escuridão atrás do pano empoeirado,
Lá fora, o som da curiosidade

Dentro de nós, o silêncio do medo, o anseio
- o receio da incompreensão.
Vibra o estômago, rouba a voz à garganta
Mas a língua quer trabalhar:
- Palavreado (pouco trabalhado)
para o sabor da boca seca não atrapalhar.
Palmas das mão suadas, apertam nelas um ego tremido,
a personagem cedo encarnará.

É música, este guião. Não há pauta, nem compasso, nesta canção,

Mal-amadas, Teatradas,
São nadas de outros que somos, não sendo
que transpiramos fingidos, num palco erguido para o faz-de-conta.


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