Fogo que tudo levou
Tristes serras algarvias
De cor neutra, sós e vadias.
Tristes montes isolados,
Mortos de tédio,
Carbonizados.
Tristes planícies alentejanas
Plenitude de aridez,
Solos secos e cansados,
Fogos extintos, mas recordados.
Pó que se levanta
À mais leve das brisas,
Dos campos verdejantes
Já não restam mais que cinzas.
Dias longos, punhos cerrados,
Ódio nos corações de homens sacrificados.
Passou sem pedir e sem pedir tudo levou.
Levou campos cultivados,
De sacrifício e esperança,
Levou sonhos construídos,
Para o futuro da criança.
Levou berços, risos e brinquedos.
Ficam marcas, em todos, da destruição.
Nas crianças medos, desorientação.
Nos mais velhos cicatrizes de dor,
Nem réstia de amor,
Só sofrimento e incompreensão.
Até as lágrimas secaram,
Pelas chamas infernais mas,
na alma, lá ficaram...
Lágrimas de cansaço e não de paixão,
Só as superficiais o fogo levou,
Porque as demais...nem o tempo as apagou!
De cor neutra, sós e vadias.
Tristes montes isolados,
Mortos de tédio,
Carbonizados.
Tristes planícies alentejanas
Plenitude de aridez,
Solos secos e cansados,
Fogos extintos, mas recordados.
Pó que se levanta
À mais leve das brisas,
Dos campos verdejantes
Já não restam mais que cinzas.
Dias longos, punhos cerrados,
Ódio nos corações de homens sacrificados.
Passou sem pedir e sem pedir tudo levou.
Levou campos cultivados,
De sacrifício e esperança,
Levou sonhos construídos,
Para o futuro da criança.
Levou berços, risos e brinquedos.
Ficam marcas, em todos, da destruição.
Nas crianças medos, desorientação.
Nos mais velhos cicatrizes de dor,
Nem réstia de amor,
Só sofrimento e incompreensão.
Até as lágrimas secaram,
Pelas chamas infernais mas,
na alma, lá ficaram...
Lágrimas de cansaço e não de paixão,
Só as superficiais o fogo levou,
Porque as demais...nem o tempo as apagou!
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